Resultados práticos para o crescimento das empresas de foodtech dependem de uma abordagem estratégica e focada, maximizando o uso de recursos e adaptando-se rapidamente às necessidades do mercado.
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A fundadora da startup Offbeast, dedicada à produção de steaks vegetais, é Insa M. Mohr. Com uma trajetória na consultoria em saúde e uma experiência na Merck, onde atuou como diretora associada de estratégia e inovação, Mohr também é co-inventora de uma patente pendente para a fabricação de cortes vegetais.

Durante sua passagem pelo Y Combinator, a recomendação era levantar a menor quantia de capital possível, priorizando a agilidade e a flexibilidade. Entretanto, expressões como “empresas de foodtech precisam de muito financiamento” foram um choque para Mohr. A perspectiva de buscar grandes investimentos em um cenário de escassez de capital pareceu desafiadora.

No início, a obra “The Lean Startup” de Eric Ries era uma de suas referências, ensinando a testar rapidamente e evitar o desenvolvimento de produtos desnecessários. No entanto, a aplicação desses princípios ao setor de foodtech surgiu como um desafio, tanto para Mohr quanto para outros empreendedores da área.

Desafios e Estratégias no Setor de Foodtech

Construir uma empresa de foodtech é um processo que demanda tempo e recursos. Entre os motivos estão a lentidão dos experimentos e os longos períodos para as aprovações regulatórias, como as da FDA. Além disso, é necessário investir em equipamentos, muitas vezes desenvolvendo-os internamente.

Outro desafio significativo é que muitas startups de foodtech precisam operar simultaneamente como empresas de tecnologia profunda e como empresas voltadas ao consumidor. No início, muitas tecnologias inovadoras não têm mercado definido, tornando o modelo B2B não viável.

A combinação dessas demandas faz com que o desenvolvimento de novas tecnologias seja uma tarefa monumental. Isso exige uma gestão cuidadosa dos recursos, especialmente quando também se tenta implementar estratégias de marketing voltadas ao consumidor.

Práticas Eficazes para Startups de Foodtech

Uma abordagem recomendada é reduzir custos em testes de degustação com consumidores. As provas externas frequentemente custam entre $10.000 e $15.000, um ônus considerável para novas empresas. Assim, formar painéis de degustadores internos, com grupos menores, pode ser uma alternativa eficaz.

À medida que a empresa avança, as universidades com centros especializados em ciência de alimentos podem ser fontes valiosas, proporcionando testes a um custo reduzido. Outra possibilidade é colaborar com empresas de testes alimentares que operem em ambientes reais e que possam se adaptar a orçamentos limitados.

Direcionar esforços às vendas diretas ao consumidor também é uma estratégia vantajosa. Isso possibilita a obtenção de feedback prévio ao lançamento oficial do produto, o que resulta em uma visão mais clara do que os consumidores realmente desejam e esperam.

Importância da Flexibilidade e da Iteração

Quando se trata de embalagem, evitar gastos excessivos em designs sofisticados é essencial. A produção de embalagens próprias é um processo lento e caro, além de exigir pedidos mínimos que muitas vezes são inviáveis. O ideal é optar por embalagens mínimas que possam ser atualizadas rapidamente.

Conforme as vendas diretas se intensificam, utilizar um protótipo viável como “test dummy” pode acelerar o ciclo de desenvolvimento. Essa abordagem permite que novas ideias sejam testadas antes de uma produção em larga escala, otimizando o tempo e os recursos disponíveis.

À medida que a empresa atinge uma compatibilidade com o mercado, a prioridade deve se deslocar para a comercialização do produto. A coleta contínua de feedback deve se manter, mas com um foco maior em escalabilidade e vendas, permitindo que novas variações sejam introduzidas em intervalos regulares.

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