Material adicionado ao encapsulante promete ganho de até 15% sem alterar processos e será testado em escala industrial até 2027.
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A Cambridge Photon Technology, spin-off da Universidade de Cambridge, afirma ter desenvolvido um material capaz de aumentar em até 15% a eficiência de painéis fotovoltaicos sem exigir alterações nas linhas de produção já existentes.

A solução baseia-se na chamada “multiplicação de fótons”. O material, incorporado como um quarto aditivo no filme encapsulante do módulo, divide fótons de alta energia (ultravioleta, azul ou verde) em dois fótons de meia energia no infravermelho, faixa que o silício consegue converter em eletricidade. “O fabricante recebe o encapsulante e trabalha como de costume, nas mesmas temperaturas e processos”, disse o diretor-executivo Claudio Marinelli.

Como funciona

O processo explora o princípio quântico de fissão singlete, usado em moléculas orgânicas semelhantes às tintas automotivas. Essas moléculas absorvem o fóton, separam a energia em dois pacotes menores e, com auxílio de um nanomaterial, reemitem a luz na forma desejada. O material já conta com duas patentes de multiplicação de fótons e uma para colheita luminescente de excitons triplet.

Ganho imediato para a indústria

Segundo Marinelli, um módulo de 25% de eficiência poderia alcançar 28,75% com a tecnologia. Mesmo a primeira geração, que promete ganho relativo de 4%, renderia três vezes o custo do aditivo para os fabricantes. O executivo lembra que o setor produz “bilhões de metros quadrados” de painéis por ano – volume que corresponde a centenas de milhares de hectares de área instalada.

Produção em escala e próximos passos

A startup já selecionou parceiros terceirizados capazes de fabricar o material em larga escala. Em novembro de 2025, a empresa captou GBP 1,56 milhão, montante avaliado em cerca de R$ 10,5 milhões, em rodada pré-Série A. O objetivo agora é validar o desempenho junto a laboratórios independentes e fabricantes até o fim de 2027.

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Imagem: Cambridge n Technology

Benefícios adicionais em estudo

A equipe também avalia efeitos colaterais positivos, como a redução da temperatura do módulo e a proteção contra radiação ultravioleta, fatores que podem preservar a eficiência ao longo do tempo. Esses ganhos ainda não foram incorporados ao modelo econômico do produto.

Com informações de pv-magazine

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