Boletim do Deral confirma produtividade abaixo da média e coloca em dúvida a meta de 200 mil t de feijão na safra 2025/26, reduzindo receita agrícola paranaense.
Imagem destacada - Paraná inicia colheita e projeta queda na safra de feijão

A colheita da primeira safra de feijão de 2025/26 começou no Paraná, mas o avanço inicial confirma a perspectiva de produção menor no estado. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apenas 1% dos 104 mil hectares semeados já foi colhido, com produtividade inferior à estimada.

Diante desse rendimento mais baixo, o Deral avalia que o volume previsto para a temporada, de 200 mil toneladas, corre risco de não ser atingido. Na safra de verão 2023/24, o Paraná produziu 302 mil toneladas em 168 mil hectares, cenário bem mais favorável que o atual.

O boletim aponta ainda que, mesmo com oferta menor, os preços recebidos pelos produtores não reagiram em novembro. Houve recuo nas cotações do feijão-preto e, em menor intensidade, do feijão-carioca. A falta de reação pode influenciar a segunda safra – a principal do calendário paranaense –, cujo plantio começa ainda em dezembro. Embora a área projetada seja semelhante à do ciclo anterior, a oferta total no estado e no país tende a ficar mais apertada, uma vez que o Paraná é um dos maiores fornecedores nacionais.

Com menor volume comercializado, o giro financeiro da cultura deve encolher. Para 2025, o Deral calcula faturamento em torno de R$ 2,2 bilhões, cerca de R$ 900 milhões abaixo do registrado em 2024. Para 2026, a previsão é de retração adicional.

Por outro lado, a queda nos preços do grão tem sido repassada ao consumidor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro mostrou alta de 4,46% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos no domicílio ficou em 2,48%. Entre os itens que ajudam a segurar o indicador está o feijão-preto, com recuo de 33% no varejo; arroz, leite, batata e laranja também contribuíram, mas têm peso maior na cesta do índice.

Com informações de Agrolink

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