A Ancient Organics Bioscience recebeu patente nos Estados Unidos para o PaleoPower, inoculante microbiano capaz de acelerar a degradação de resíduos de glifosato no solo.
Como funciona
O produto reúne um consórcio de microrganismos que produzem enzimas aptas a romper as ligações químicas do herbicida. Com isso, os nutrientes antes quelados pelo glifosato voltam a ficar disponíveis para as plantas e a microbiota nativa se restabelece.
Segundo a empresa, o PaleoPower é aplicado duas vezes por ciclo – uma antes do plantio e outra após a colheita – e promove de 75% a 90% de degradação do herbicida em 90 a 120 dias.
Resultados em campo
Ensaios realizados em diferentes estados norte-americanos registraram reduções expressivas nos resíduos:
- 87% em lavoura de milho no Wisconsin;
- 75% em algodão no Alabama;
- 50% em soja em Illinois;
- 96% em vinhedo na Califórnia.
O aumento da diversidade microbiana também se refletiu em produtividade maior em algumas culturas, aponta a companhia:
- 28,6% em milho;
- 38% em cenoura;
- 48% em cebola;
- 25% a 36% em hortaliças orgânicas.
Por que importa
O glifosato segue como opção mais barata para controle de plantas daninhas nos Estados Unidos, mas atinge cerca de 55% dos microrganismos benéficos do solo, além de imobilizar nutrientes essenciais. Ao oferecer um “pós-tratamento” biológico, a Ancient Organics busca conciliar produtividade com recuperação ambiental, afirma a cofundadora Robin Steele.
Próximos passos
O PaleoPower já está em comercialização limitada no mercado norte-americano. O registro no Canadá está previsto para 2026. A companhia diz que quer atender também produtores que ainda dependem do herbicida, oferecendo uma ferramenta para mitigar danos enquanto discutem-se novas regulações e processos judiciais envolvendo o glifosato.
Com informações de AgFunderNews